Descobri esses dias, fazendo uma meditação sobre poder pessoal, exatamente a vida que eu quero.
A vida que eu quero não depende só de mim.
A vida que eu quero pode ser vista como um culto.
E sabe o que é?
Eu queria viver numa pequena vila, cercada por montanhas, com todos os comércios veganos, todos os moradores veganos, só pessoas excelentes em seus trabalhos.
Uma comunidade que fosse muito menos centrada em dinheiro e muito mais centrada em dividir.
Um castelinho seria o centro comunitário, onde faríamos poções, banhos e magias.
Nos encontraríamos para confraternizar, comemorar festas, dar aulas, discutir ideias.
Uma vila que tivesse uma padaria vegana enorme e cheia de bolos e tortas e doces e pães de beijo, onde ninguém tivesse que escolher o mais barato, sempre pudéssemos comer o que de fato a gente mais quer.
Um lugar em que eu tivesse uma casa com esse jardim lindo, com um laguinho e uma horta, árvores frutíferas, flores e muitos bichinhos felizes.
Uma vila em que a gente cuidasse de animais, mas não pra abater, pra conviver, pra aprender com eles, entender que se cada um de nós tem um propósito nessa vida, com certeza com eles não seria diferente.
Um lugar colorido e cheio de vida.
Totalmente sóbrio.
Um lugar de natureza exuberante e um monte de gente boa.
Em que todo mundo trabalhasse junto, sem se matar, só fazendo o que precisasse ser feito.
Um lugar mágico e encantado, cercado de floresta e com um rio passando bem pelo meio da vila.
Um lugar calmo e sereno, pacífico, escondido.
É o mesmo sonho de fugir pra floresta, mas agora levar toda uma pequena cidade comigo, porque eu finalmente consegui entender que sou parte de um organismo maior.
Que não tem fugir de humanos, tem sair de situações de abuso.
E que benção não ter que fantasiar em me isolar pra ser feliz.
É impossível ser feliz sozinho.
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