Espera. Espera. Espera.
Acordei de um sobressalto.
"Chamada a cobrar para aceitá-la continue na linha após a identificação turu, ru".
Quem eu imaginava.
Andarilho só, no meio de um turbilhão de dores e solidões.
Jaz aqui o primeiro não em anos. Anos difíceis, anos felizes.
Anos de montanha russa.
O primeiro não porque depois da sua volta é triste ficar sem você, sem meu amigo.
Os olhos dele parecem de gato, agora que ele está tão fino e ocupando tão pouco espaço, você olha pro rosto dele e tem só aqueles olhos enormes.
"Isso significa que você vai pra casa dele?"
"Não, só deus sabe".
E eu acho que nem deus sabe, esse é o tanto que eu acho que nessa situação ninguém sabe de nada.
Minha cabeça começa a inventar desculpas e a tentar justificar.
É difícil falar não, mas às vezes é melhor, qual delas eu não sei, sei que falei não e não foi, vai saber por mais quanto tempo.
Provavelmente alguns dias, talvez mais.
Sei lá, eu não sei de nada.
Sinceramente.
Minha mente tem vivido em uma neblina constante, tentando se agarrar a alguns conceitos, ideias, conselhos, tentando entender alguma coisa, desistindo bastante, querendo dormir e por lá ficar.
Ele tem uma maneira muito específica de me desconcertar "eu fiz tudo por você e você tá me expulsando, me deixando sozinho, você é quem está me abandonando agora".
Eu não posso legitimar você largando tudo.
Deve estar sendo tão pior pra você do que eu imagino. Com certeza está.
Mas eu não posso dar um ok pra você não se cuidar, largar de mão de vez seu bem estar e sua vida.
E a vida dele e de tanta gente que você afeta que eu nem entendo como você se sente tão pouco amado e compreendido.
Tudo, tudo, tudo, tudo por anos girando ao seu redor.
Meus passatempos, interesses e amigos, como eu ocupava meu tempo, tudo ligado a você, pra tentar te agradar e ter um convívio feliz com você.
Eu fui crescendo e com isso copiando sua rebeldia, você tinha me ensinado essa parte.
Tive que conhecer outra pessoa parecida pra lembrar que você era bom de estar perto.
Mas ninguém sabe de nada, ninguém que não viveu exatamente tudo que eu vivi pode compreender, por mais que ache que entendeu, é impossível, porque metamorfo.
Eu comecei o dia ouvindo sua voz magoada e acusatória.
Um, dois, três, quatro rounds.
Depois você me deu uma falsa esperança só pra olhar de novo e me dizer que "só deus sabe".
Ninguém sabe de nada.
Acordei de um sobressalto.
"Chamada a cobrar para aceitá-la continue na linha após a identificação turu, ru".
Quem eu imaginava.
Andarilho só, no meio de um turbilhão de dores e solidões.
Jaz aqui o primeiro não em anos. Anos difíceis, anos felizes.
Anos de montanha russa.
O primeiro não porque depois da sua volta é triste ficar sem você, sem meu amigo.
Os olhos dele parecem de gato, agora que ele está tão fino e ocupando tão pouco espaço, você olha pro rosto dele e tem só aqueles olhos enormes.
"Isso significa que você vai pra casa dele?"
"Não, só deus sabe".
E eu acho que nem deus sabe, esse é o tanto que eu acho que nessa situação ninguém sabe de nada.
Minha cabeça começa a inventar desculpas e a tentar justificar.
É difícil falar não, mas às vezes é melhor, qual delas eu não sei, sei que falei não e não foi, vai saber por mais quanto tempo.
Provavelmente alguns dias, talvez mais.
Sei lá, eu não sei de nada.
Sinceramente.
Minha mente tem vivido em uma neblina constante, tentando se agarrar a alguns conceitos, ideias, conselhos, tentando entender alguma coisa, desistindo bastante, querendo dormir e por lá ficar.
Ele tem uma maneira muito específica de me desconcertar "eu fiz tudo por você e você tá me expulsando, me deixando sozinho, você é quem está me abandonando agora".
Eu não posso legitimar você largando tudo.
Deve estar sendo tão pior pra você do que eu imagino. Com certeza está.
Mas eu não posso dar um ok pra você não se cuidar, largar de mão de vez seu bem estar e sua vida.
E a vida dele e de tanta gente que você afeta que eu nem entendo como você se sente tão pouco amado e compreendido.
Tudo, tudo, tudo, tudo por anos girando ao seu redor.
Meus passatempos, interesses e amigos, como eu ocupava meu tempo, tudo ligado a você, pra tentar te agradar e ter um convívio feliz com você.
Eu fui crescendo e com isso copiando sua rebeldia, você tinha me ensinado essa parte.
Tive que conhecer outra pessoa parecida pra lembrar que você era bom de estar perto.
Mas ninguém sabe de nada, ninguém que não viveu exatamente tudo que eu vivi pode compreender, por mais que ache que entendeu, é impossível, porque metamorfo.
Eu comecei o dia ouvindo sua voz magoada e acusatória.
Um, dois, três, quatro rounds.
Depois você me deu uma falsa esperança só pra olhar de novo e me dizer que "só deus sabe".
Ninguém sabe de nada.