quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Burrinha.

Às vezes eu me surpreendo com o quão burrinha eu sou.
Eu sou a pessoa mais manipulável do mundo.
Eu tenho a melhor das intenções sempre, mas como de boas intenções o inferno está cheio, é sempre pra lá que acabo indo.
Seja por não saber ou por saber demais.
Eu vivo no abismo.
No abismo de tudo que há de mais horrível e assustador.
É muito difícil quando quem deveria te proteger é quem mais te assusta, dá medo, medo não de maldade, mas do que pode acontecer.
Uma incerteza cruel é a pior das incertezas.
Deve ser insuportável não gostar da personalidade do próprio filho.
Deve ser triste ter que fingir que se importa dia após dia.
Eu ouvi muita histórias ao longo da minha vida, que explicavam isso e aquilo e desexplicavam um monte de outras coisas.
Minha vida sempre foi muito confusa, tipo um filme de oito horas que no fim ninguém entende direito como deve se sentir.
É estranho estar nessa pele, passando por essas coisas, tendo o poder de evitar isso ou aquilo e incentivar tantas outras coisas, tirando as pessoas do seu luto pra ajudar com outro luto.
"Vingança eu não perdoo" ou "Quem se vinga é uma pessoa a menos no mundo" e deve ser mesmo.
Porque não está certo perseguir alguém só porque seus caminhos cruzaram.
Não é certo tirar tudo de uma, duas, três, vinte pessoas só porque você enxergou uma oportunidade de mamata.
Não.
Ninguém acha isso.
Se isso fosse um filme, ninguém torceria pra você.
Me deixa em paz, deixa minha alma em paz.
Eu não aguento mais carregar o peso de algo que não deveria me afetar.
De um problema que não é meu, me atingindo de um ângulo em que eu nem deveria estar.
Quantos mais quilos eu terei que engordar pra entender que a culpa, o peso, nada disso é meu de fato?
Mandei ele embora pela segunda vez.
A pior das vezes.
Nem pra ele, nem pro outro, nem pra mim, não foi ok pra ninguém.
E ele foi embora.
"A gente se vê outro dia".

Espero que a gente se veja.

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